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Analisando a partir da 1º tessalonicenses 5.3 Tema e esquema de humanos que não aceitam Jesus Cristo como SALVADOR DA HUMANIDADE, indo para JEREMIAS 31.31 a 34 – BARUC 5,1 A 9 – JEREMIAS 31.10 – ISAIAS 53 – entende-se perfeitamente que Jesus Cristo ficará em Jerusalém.Ai esta a reintegração no tempo e no espaço de JESUS CRISTO.
Para os judeus e ai está, também o ponto de partida para os que querem a salvação e os que não querem
(Alcorão: S.17ª V.104 S. 21ª V.105 S. 43ª V.61)
2º TESSALONICENSES 2.8 – MT. 24. 15, 16, 17 – DAM. 9. .27,11.31 12. 11, 12, 13 (Alcorão: S.2ª V. 168, 169 S.43 V.62)
- Mateus 24,29,30,31 – IS. 13.10, - EZ. 32.7,8 – JL.2,10
(Alcorão: S. 75 V.8, 9 –S. 43ª V.61)
-MATEUS 25.31,34 – ZC. 12,10 –ZC.14,9 – IS. 43. 9
(Alcorão: S. 11ª V. 103, 104,105,111 – S. 75ª V.13 S. 21ª V. 103, 104)
Queira Deus que todos queiram a salvação.
Possibilidade de dois contatos – arrebatamento
1º tessalonicenses 4. 13-18
(Alcorão : S. 3ª V.55 S.75ª V.3,4,6,7,8,9)
1ª Corintios 15. 51 a 57)
(Alcorão: S. 16ª V. 77 – S. 43ª V.61)
Ide, pois ensinai todas as nações , batizando-as em nome do pai, do filho e do ESPIRITO SANTO. MATEUS 28.19 IS.41,4 – 44.6,7 – 48.15,13 AP. 1.7,8 – 21.6.7 – 22.12,13
ROMANOS 16.25,26,27
A PAZ COM DEUS POR INTERMÉDIO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO E SALVADOR
: S. = SURATA. V. = VERSICULO – DO ALCORÃO.
Discurso do Presidente Sadat no Knesset israelense em 20 de novembro de 1977
Senhor presidente do Knesset, senhoras e senhores, em nome de Deus me permitam, primeiramente, expressar meu profundo agradecimento ao presidente desta casa por me conceder a oportunidade de me dirigir a todos.
Ao iniciar meu discurso faço votos para que a paz e as graças do Deus todo poderoso estejam com os senhores e que a paz possa habitar em todos nós, pela vontade divina. Paz para todos nós, das terras árabes e de Israel, como também para todas as partes deste imenso mundo, que se acha sacudido por conflitos, perturbado por profundas contradições e ameaçado por guerras devastadores deflagadas pelo homem para aniquilar seus semelhantes.
Finalmente, em meio ás ruínas do que o homem tem construído, entre os remanescentes da vítimas do próprio homem, não surgem nem vencedor nem vencido. O único vencido continua a ser sempre o homem, a mais sublime criação de Deus. O homem, que Deus criou, como disse Gandhi, o apóstolo da paz, para assumir a dianteira, para moldar o caminho da vida e adorar a Deus todo-poderoso. compareço aqui hoje perante os senhores, com sólido fundamento, para configurar uma nova vida e firmar a paz. Todos nós amamos esta terra, a terra de Deus, e todos nós, muçulmanos, cristãos e judeus, adoramos a Deus. Vivemos sob as ordens de Deus . E os ensinamentos e mandamentos de Deus são: amor, sinceridade, segurança e paz. Eu não condeno aqueles que não aceitaram a minha decisão quando a anunciei ao mundo inteiro na Assembléia do Povo egípcio. Não censuro os que acolhem a minha decisão com pasmo e até mesmo assombro-outros ainda com exteriorizada surpresa. Outros houve que a interpretaram como uma camuflagem política das minhas intenções de desencadear uma nova guerra. Vou mais longe ainda ao dizer-lhes que um dos meus assessores do gabinete presidencial entrou em contato comigo, após o meu regresso a casa de volta da Assembléia do Povo, e com ar preocupado me perguntou: “Senhor presidente, qual seria a sua reação se Israel lhe fizesse um convite para visitar aquele país ?”
E eu repliquei calmamente: “Aceitaria imediatamente. Tenho afirmado que iria até os confins da terra. Irei a Israel, pois desejo expor ante o povo israelense todos os fatos”.
Posso imaginar as expressões fisionômicas de todos aqueles que ficaram perplexos com a minha decisão ou que tinham dúvidas quando à sinceridade das intenções que sustentaram o anúncio da minha decisão . Ninguém poderia conceber jamais o que o presidente do maior Estado Árabe, que arca com os mais pesados fardos e a maior responsabilidades concernentes à causa da guerra e da paz no Oriente Médio, iria anunciar a sua disposição de ir à terra do adversário quando ainda estávamos em estado de beligerância. Todos nós ainda suportamos as conseqüências de quatro ferozes guerras travadas no decurso de trinta anos. Tudo isso
na época em que as famílias da guerra de outubro de 1973 se acham ainda deprimidas sob os efeitos dolorosos da dura perda de pais, filhos, maridos e irmãos. Como já tenho declarado, não consultei, no que diz respeito a esta decisão, nenhum de meus colegas ou irmãos de raça, os líderes dos Estados árabes ou os Estados confrontantes. A maioria daqueles que me procuraram, em razão do anúncio desta mesma decisão, apressaram, as suas objeções devido ao sentimento de total suspeição absoluta falta de confiança existentes entre os Estados árabes e o povo palestino por um lado e Israel por outro. Esse sentimento lateja em todos nós. Muitos meses, durante os quais a paz podia ter sido estabelecida, foram consumidos em divergências e discussões infrutíferas acerca do procedimento para a convocação da conferência de Genebra . Todos têm compartilhado dessa suspeição e absoluta falta de confiança. Mas, para ser absolutamente franco com os senhores, tomei esta decisão após longa reflexão e ciente de que constituía um grande risco. Porque Deus todo-poderoso quis que meu destino fosse assumir a responsabilidade em nome do povo egípcio e partilhar da responsabilidade da nação árabe. É meu dever principal, ditado por tal responsabilidade, aproveitar todos os meios possíveis no intento de salvaguardar meu povo árabe egípcio e a nação pan-árabe dos horrores de novos sofrimentos e de guerras destruidoras, cujas dimensões somente são antevistas pelo próprio Deus. Após refletir bastante, convenci-me de que quando assumi tal responsabilidade, perante Deus e perante o povo, fui incumbido de ir até os mais longínquos rincões do mundo - mesmo a Jerusalém, para me dirigir aos membros do Knesset e dar-lhes a conhecer os fatos com que me deparo e deixá-los então decidir por si mesmos. Que, em seguida, possa Deus determinar o nosso destino. Senhoras e senhores, há momentos na vida das nações e dos povos em que cabe aos conhecimentos por sua sabedoria clarividência chamar a si o problema, com todas as suas complexidades, numa ousada arrancada rumo a novos horizontes. Aqueles que, como nós, arcam com as mesmas responsabilidades que nos foram confiadas deverão ser os primeiros a ter a coragem de tomar decisões que estejam em consonância com a magnitude das circunstâncias . Todos nós devemos colocar-nos
acima de todas as espécies de teorias obsoletas de superioridade, e o mais importante consiste em nunca nos esquecermos de que a infabilidade é apenas uma prerrogativa de Deus. Se já declarei que quis preservar todo o povo árabe dos horrores de conflitos e guerras devastadores, devo também declarar sinceramente, perante aos senhores, que alimento os mesmos sentimentos e assumo igual responsabilidade em relação a todo e qualquer homem sobre a terra e naturalmente no tocante ao povo israelense. A vida de qualquer criatura perdida na guerra é uma vida humana, seja de um árabe ou de um israelense. Uma esposa que se torna viúva é um ser humano a quem deve ser proporcionada uma vida familiar feliz, seja ela árabe ou israelense. Crianças inocentes que se vêem privadas dos cuidados e carinho de seus pais são nossas também. São nossas, quer vivam
em território árabe ou israelense. Elas lembram a nossa total responsabilidade em propiciar-lhes uma vida confortável hoje e amanhã. Pelo bem de todos, em consideração à vida de todos os nossos filhos e irmãos, pela necessidade de proporcionar às nossas comunidade o direito de trabalhar em prol do progresso e da felicidade dos homens, com sentido de segurança e direito a uma vida digna, pelas gerações vindouras, pelo desabrochar de um sorriso no rosto de cada criança nascida em nossa terra em nome de tudo isso é de todo os riscos, para proferir esta mensagem. Arquei com as exigências prévias da responsabilidades histórica e por isso declarei, a 4 de fevereiro de 1971, estar disposto a firmar um acordo de paz com Israel. Essa foi a primeira declaração feita por uma autoridade árabe responsável, desde o deslocamento do conflito árabe - israelense. Motivado por todos esses fatores ditados pelas responsabilidades de liderança, em 16 de outubro de 1973, perante a Assembléia do povo egípcio, solicitei então a realização de uma conferência internacional para estabelecer uma paz permanente baseada na justiça. Não fui, no entanto, ouvido. Eu não estava na posição de um homem que implora a paz ou solicita uma trégua. Motivado pelas obrigações históricas e de liderança, assinei mais tarde o primeiro acordo de desmobilização, a que se seguiu um segundo acordo, no mesmo sentido, no Sinai.Então prosseguimos, experimentando tanto as portas abertas como as fechadas, como o objetivo de encontrar um caminho certo que conduzisse a uma paz duradoura e justa. Dirigimo-nos de coração aberto aos povos de todo mundo para levá-los a entender nossas razões e objetivos e convencê-los
definitivamente , de que somos defensores da justiça e pacifistas. Motivado por todos esses fatores, decidi também comparecer diante dos senhores com a mente e o coração abertos e com a determinação consciente de que, assim, nós devemos edificar a paz permanente fundamentada na justiça. Quis também o destino que a minha viagem ao seu país, que é uma jornada de paz, coincidisse com a festividade islâmica, a sagrada Festa do Sacrifício , quando Abraão - que a paz esteja com ele - , antepassado dos árabes e judeus, ofereceu a Deus não como sinal de fraqueza, mas pela força espiritual gigantesca e por livre vontade, o sacrifício de seu único filho, personificando assim uma crença firme e inabalável em ideais que têm tido um profundo significado para a humanidade. Senhoras e senhores, sejamos francos uns com os outros. Fazendo uso de uma linguagem direta e de idéias claras, sem qualquer ambigüidade , sejamos hoje sinceros uns com os outros enquanto o mundo inteiro, tanto o Oriente, acompanha estes momentos
incomparáveis que se podem transformar num momento decisivo na história desta parte do mundo, senão da história de todo o mundo. Sejamos francos uns com outros, usemos dessa franqueza mútua ao responder a esta importante pergunta: Como poderemos alcançar a paz permanente, apoiada na justiça? Aqui estou, perante os senhores, trazendo a minha resposta clara e franca a essa grande interrogação, para que tanto o povo de Israel como o mundo inteiro possam ouvi-la. Todas aquelas preces cheias de devoção ecoam nos meus ouvidos, numa súplica a Deus todo-poderoso para que este histórico encontro possa eventualmente conduzir ao resultado ansiado por milhões de pessoas. Antes de enunciar a minha resposta, desejo declarar-lhes que estou me valendo de vários fatos que ninguém pode contestar. O primeiro dessa série de fatos é que ninguém pode construir a sua própria felicidade à custa da desgraça alheia. Segundo fato: nunca falo, nem jamais falarei, duas linguagens diferentes ; numa adotei, duas políticas. Ao tratar com alguém uso uma só linguagem, uma única política e uma cara só. Terceiro fato: o confronto direto é o método mais imediato e bem-sucedido para se alcançar um objetivo determinado. Quarto fato: o apelo para uma paz permanente e justa, apoiada no respeito às resoluções das Nações Unidas, transforma-se agora em apelo mundial. Tornou-se a expressão da vontade da comunidade internacional, quer nas capitais onde a política é elaborada e as decisões são tomadas, quer no plano da opinião pública mundial, que influencia a formulação politica e a tomada de decisões.
Quinto fato: provavelmente o mais claro e mais destacado, é que a nação árabe, em sua arrancada para a paz permanente baseada na justiça, não procede de uma posição enfraquecida. Pelo contrário, ela tem poder e estabilidade para desejar sinceramente a paz. A intenção árabe declarada deriva da percepção, obtida por uma herança de anos de civilização, de que para evitar um desastre inevitável que acontecerá a nós, aos senhores e ao mundo inteiro, outra alternativa não há além de estabelecer uma paz permanente baseada na justiça, uma paz que não seja influenciada pelo suspeição ou ameaçada por intenções doentias. À luz desses fatos, que procurei expor à sua consideração do modo como os encaro, também desejo alertá-los, com toda a sinceridade, contra alguns pensamentos que possam deturpar o seu juízo. A franqueza me incube do dever de dizer-lhes o seguinte: Primeiro, eu não vim aqui para buscar um acordo em separado entre o Egito e Israel. Isso não faz parte da política do Egito. O problema não pertence somente a esses dois países. Uma paz provisória entre o Egito e Israel, ou entre qualquer Estado confrontante e Israel, não trará a paz permanente, fundamentada na justiça, em toda a região. Mais exatamente, mesmo que a paz entre todos os Estados e Israel seja alcançado na ausência de uma solução justa do problema palestino, nunca será aquela paz justa e duradoura à qual o mundo inteiro aspira. Segundo, não compareci diante dos senhores para buscar uma paz parcial, isto é , a fim de terminar com o estado de beligerância nesta etapa e protelar a questão em seu todo para uma etapa subseqüente. Essa não é a solução radical que deve guiar-nos para a paz permanente. Não vim aqui , igualmente, para solicitar-lhes um terceiro acordo de desmobilização no Sinai, no Golan ou na margem oeste do canal. Isso significa estarmos simplesmente retardando a explosão da bomba. E tambem significaria que estamos perdendo a coragem para encarar a paz e que somos fracos demais para arcar com os fardos e as responsabilidades de uma paz duradoura baseada na justiça. Vim para que , juntos, possamos edificar uma paz duradoura apoiada na justiça, a fim de evitar o derramamento de uma simples gota de sangue de ambas as partes. É por essa razão que tenho proclamado a minha disposição de ir até o mais longínquo recanto da terra. Devo agora voltar ao exame da importante interrogação: Como poderemos alcançar uma paz duradoura baseada na justiça? Em minha opinião , e a digo ao mundo inteiro, deste Parlamento a resposta a essa pergunta não é nem difícil nem impossível , a despeito de longos anos de desiteligência , sangue derramado,
dissensões, contendas, rancores e uma animosidade de profundas raízes. A resposta não é difícil, nem impossível, se com sinceridade e fé nós seguimos uma linha certa . Os senhores desejam viver conosco, como parte intergrante do mundo. Com toda a lealdade eu lhes digo que os acolhemos entre nós com plena segurança. Em si mesmo isto constitui um extraordinário momento decisivo, um dos marcos de uma transformação histórica, já que nos acostumáramos a rejeita-los. Tínhamos nossos motivos e receios, é certo.
É verdade que nos recusamos sempre a nos encontrarmos com os senhores. Estivemos juntos em conferências internacionais e organizações diversas e os nossos representantes não trocaram e ainda
não trocam saudações com os senhores. É também verdade que nós nos acostumamos a colocar como condição prévia para quaisquer relações com os senhores a presença de um mediador que se encontrasse separadamente com cada uma das partes. É verdade. E através desse procedimento foi que as conversações relativas ao primeiro e segundo acordos de desmobilização foram efetuadas. Nossos delegados encontraram-se durante a primeira Conferência de Genebra sem trocarem diretamente uma palavra. Sim,
isso aconteceu. No entendo hoje lhes digo e declaro ao mundo inteiro que nós aceitamos conviver com os senhores num clima de paz permanente fundada na justiça. Não queremos cingi-los, nem tampouco ser cingidos , no círculo de fogo de mísseis destrutivos prontos para serem lançados, nem por granadas carregadas com ressentimentos e rancores. Em mais de uma ocasião tenho declarado que Israel tornou-se um fato consumado , admitido mundialmente, e que as duas superpotências têm assumido a responsabilidade pela sua segurança e pela defesa de sua existência. Como nós ansiamos
autêntica e sinceramente pela paz, com a mesma autenticidade e sinceridade os acolheremos para que vivam entre nós em paz e segurança. Havia entre nós uma gigantesca barreira que os senhores procuraram erguer por mais de um quarto de século, mas ela foi destruída em 1973. Era a barreira de uma implacável e progressiva guerra psicológica. Era uma barreira de temor pela força que podia empolgar a nação árabe. Era uma barreira de propaganda que nos apresentava como uma nação reduzida ao imobilismo. Alguns entre os senhores chegavam ao ponto de dizer que os árabes não recuperariam as suas forças nem mesmo dentro dos próximos cinqüenta anos . Era essa uma barreira que sempre se projetou como um logo braço que poderia alcança-nos e destruir qualquer ponto. Uma barreira que nos ameaçava extermino e aniquilamento se tentássemos fazer uso de nossos legítimos direitos de liberar os territórios ocupados. Juntos, temos que dmitir que tal barreira caiu e desapareceu de vez em 1973. Mas ainda resta uma outra barreira. Esta constitui uma barreira psicológica entre nós , uma muralha de desconfiança , uma muralha de rejeição ; uma barreira feita
de medo, de decepção , uma barreira de alucinação sem qualquer espírito de ação , realidade ou decisão.
Uma barreira formada pela interpretação distorcida e deteriorada de cada acontecimento ou declaração. Foi esta mesma barreira psicológica que responsabilizei, em pronunciamentos oficiais, por setenta por cento de toda a questão. Hoje , através de visita que ora lhes faço, pergunto a todos: por que não estreitamos nossas mãos com fé e sinceridade, para que, assim juntos, possamos destruir essa barreira ? Por que não poderia-nos juntar as nossas vontades e assim conseguir, unidos com fé segurança, remover toda a suspeita de perigos, traições e más intenções ? Por que não nos empenhamos, unidos, com a coragem de homens e a imtrepidez de heróis que se devotam ao fim sublime ? Por que não procedemos , unidos, com a mesma coragem e arrojo para erguer um gigantesco edifício de paz ? Uma obra que seja construtiva e não destruidora. Uma obra que sirva como rumo para as gerações vindouras, contendo a mensagem humana de formação , desenvolvimento e dignidade do homem. Por que deveremos nós legar às gerações futuras uma perspectivas de sangue derramado, de viuvez, de desintegração familiar e o coro de lamentações das vítimas ? Por que não confiamos na sabedoria de Deus a nós transmitida pela sabedoria contida nos provérbios de Salomão “No coração dos que tramam males há engano, a alegria está, porém, com os conselheiros da paz”. “Mais vale um pedaço de pão, seco, com paz de que manjares numa casa onde há discórdia .” Por que não repetimos juntos os salmos de profeta Davi: “Ouvi, ó Senhor, o som de minhas súplicas, quando clamo e elevo as mãos para o vosso templo santo. “Não me deixeis parecer com os pecadores e com os que cometem iniqüidades; que falam em paz com seus vizinhos, mas abrigam a discórdia e a malícia em seus corações. “Tratai-os de acordo com suas ações e segundo a gravidade de seus delitos.” Senhoras e senhores, a verdade é que a paz digna deste nome se fundamenta na justiça e não na ocupação da terra do próximo. Não é justo que alguém peça para si que nega aos demais. Com toda franqueza e a mesma elevação de espírito que me fez vir ate aqui hoje, digo-lhes que devem de uma vez por todas e para sempre, renunciar aos sonhos e conquistas e deixar de acreditar que a força é o melhor método de lidar com os árabes. Devem compreender claramente a lição resultante do confronto entre os senhores e nós. O expansionismo não compensa. Para falar com franqueza, nossa terra não se presta a ser negociada e nem mesmo se admite discussão a esse jeito. Para nós o solo nacional é como vale sagrado onde Deus todo-poderoso falou a Moisés. A paz recaia sobre ele. Não podemos admitir qualquer tentativa para tomar ou explorar uma polega dessa mesma terra, nem podemos sequer
aceitar um inicio de debate ou negociação a esse respeito. Eu lhes digo também , com toda a sinceridade, que temos diante de nós diante de hoje a oportunidade indicada para a paz. Se estamos empenhados , a sério, em prol da paz, eis uma oportunidade que se for perdida ou desperdiçada trará como resultado num morticínio que afetará o curso da humanidade e da história O que representa a paz para Israel ? Significa que passará a viver em clima de tranqüilidade e segurança , na região, com seus vizinhos árabes. É isso lógico ? Eu respondo que sim . Significa , outrossim, que Israel deve viver dentro se suas fronteiras garantido contra qualquer agressão. Isso é lógico? Volto a responder afirmativamente . A paz significa que Israel obterá todo
tipo de garantias que venham a assegurar aqueles dois fatores. E a essa exigência eu respondo de modo afirmativo. Além disso, declaramos aceitar todas as garantias internacionais que os senhores desejam . Nós aceitamos todas as garantias que desejem , da parte das duas superpotências, de uma delas em particular , dos Cinco Grandes países ou de algum deles em especial. Uma vez mais afirmo, clara e inequivocamente, que concordamos com quaisquer garantias que os senhores aceitarem, porque em troca devemos receber garantias idênticas. Em suma , quando indagamos o que significa a paz para Israel, a resposta será : Israel deve viver dentro de seus limites territoriais, entre seus vizinhos árabes, em tranqüilidade e segurança , rodeado de todas as garantias que este Estado aceitar e que lhe sejam oferecidos. Mas, como pode tal situação ser alcançada? Como podemos chegar a esse ponto definitivo que nos conduza a uma paz permanente com base na justiça ? Há fatos que devem ser enfrentados com coragem e clareza. Há os territórios árabes que Israel ocupou e ainda ocupa pela força. Insistimos quanto à retirada completa desses territórios , incluindo a parte árabe de jerusalém. Aqui estou, em Jerusalém, a cidade da paz, que permanecerá sempre como uma imagem viva da coexistência entre seguidores das três religiões . É inadmissível que alguém possa conceder a situação especial da cidade de Jerusalém dentro de uma perpesctiva de anexação ou expansionismo. Ela deve ser de uma cidade livre e aberta a todos os crentes. Acima de tudo, esta cidade não pode ser arrancada daqueles que dela têm feito sua morada através dos séculos. Ao invés de reviver o precedente das Cruzadas , deveríamos reviver a lembrança espiritual de Omar Ibn Khtab e de Saladino, isto é , o espírito de tolerância e o acatamento do direito. Os santuários do Islam e da cristandade não são somente locais de devoção , mas um testemunho vivo da nossa presença ali interrompida . Não cometamos aqui nenhum equívoco , político, espiritual e intelectual, acerca da impotência e reverência que nós , cristãos e muçulmanos , consagramos a Jerusalém. Permitam que lhes diga , sem a menor hesitação , que não compareci perante os senhores sob este teto para solicitar que suas tropas se retirem dos territórios ocupados. A evacuação completa dos territórios árabes ocupados após 1967 é um fato lógico e incontestável. Ninguém precisaria implorar tal medida . Qualquer conversação acerca de uma paz permanente baseada na justiça e todo o movimento no sentido de assegurar a nossa coexistência em paz e segurança nesta parte do mundo torna-se-iam inúteis enquanto os senhores ocupassem os territórios árabes pelo poder das armas. Porque afinal não há paz que possa ser dificada sobre a ocupação de terras alheias , pois desse modo não seria uma paz verdadeira. Esta, contudo , é uma conclusão antecipada que não está sujeito ao calor das discussões se as intenções forem sinceras ou se nossos esforços em estabelecer uma paz justa e duradoura para nós e para as gerações vindouras forem autênticos. Quando à causa palestina ... ninguém pode negar que é o ponto crucial do problema . Hoje em dia ninguém neste mundo pode aceitar os slogans difundidos aqui em Israel , ignorando a existência de um povo palestino e chegado mesmo a negar sua procedência. Porque o povo palestino e os seus legítimos direitos não são , atualmente , refutados por mais ninguém dotado de capacidade de julgamento pode contestá-los ou ignorá-los. Trata-se de um fato reconhecido , observado pela comunidade mundial, tanto no Ocidente como no Oriente , baseado e reconhecido em documentos internacionais e declarações de cunho oficial. É inútil alguém se fazer de surdo ao seu ressonante apelo, que está sendo ouvido dia e noite , ou ignorar a sua realidade histórica. Ainda que os Estados Unidos , seu primeiro aliado , absolutamente comprometido com a salvaguarda da segurança e existêcia de Israel e que lhe ofereceu e continua a oferecer todo o apoio moral , material e militar , ainda que , repito os EUA optem por fazer face à realidade e admitam a procedência dos legítimos direitos do povo palestino e que o problema palestino é a essência do conflito, embora ainda sem solução, o conflito continuará a agravar-se, alcançando nova dimensão. Com toda a sinceridade digo-lhes que não pode haver paz sem os palestinos. Ignorar ou deixar de lado sua causa é um erro grave, de conseqüências imprevisíveis. Não vou evocar aqui eventos passados tal como a declaração balfour, feita há sessenta anos . Os senhores estão familiarizados com seu relevante contexto. Se os senhores encontrarem a justificação moral e legal para erigir um lar nacional numa terra que não lhes pertence totalmente, têm o dever de demonstrar compreensão pela insistência do povo palestino em estabelecer novamente um Estado em sua terra . Quando alguns radicalistas pedem que os palestinos desistam desse sublime objetivo estão de fato pedido-lhes para renunciar à sua própria identidade e a todas as esperanças futuras. Eu saúdo aqueles entre os israelenses que declaram reconhecer o dinheiro do povo palestino de alcançar e salvaguardar a paz. A esta altura lhes digo, senhoras e senhores, que é inútil absterem-se de reconhecer o povo palestino e o seu direito de constituir Estado, como seu direito de regresso. Nós, árabes , enfrentamos anteriormente essa experiência com os senhores . E , com a existência do Estado de Israel tornada realidade , iniciou-se entre nós uma luta que nos levou de guerra em guerra o número de vitimas se elevando, até os senhores e nós estarmos hoje á beira de um terrível abismo, prenúncio de um terrível desastre, a menos que , juntos , aproveitemos a oportunidade deste momento para alcançar uma paz duradoura alicerçada na justiça. Os senhores têm enfrentado a realidade com bravura, como também o tenho feito . Nunca se resolverá um problema fugindo a ele ou procurando ignorá-lo. A paz não pode ser durável se tentam impor conceitos fantasiosos , aos quais , porém o mundo tem reagido com indiferença ao reclamar , com unanimidade, o respeito a direitos e evidências. Não há sentido algum em entrarmos num círculo vicioso quanto aos direitos palestinos. É inútil criar obstáculos, pois assim
a marcha da paz será impedida ou a paz irá pelos ares. Como já lhes disse, a felicidade é inexistente quando construída em detrimento de outrem. O confronto direto e a franqueza são como atalhos, e os meios mais bem-sucedidos de se alcançar um objetivo definido. O cotejo direto e objetivo , no que diz respeito ao problema palestino, e seu enfoque através de uma linguagem simples, visando a uma paz justa e durável , se apóiam no estabelecimento dessa mesma paz . Dispondo de todas as garantias que os senhores pedem , não há o que temer de um Estado recém-nascido que necessita da assistência de todos os países deste mundo. Quando os sinos da paz ressoarem não haverá mãos prontas para tocar os tambores de guerra. Mesmo que elas existam,
serão silenciadas. Pensem comigo em Genebra num acordo de paz que iremos proclamar ao mundo sedento de paz. Um acordo de paz baseado nos seguintes itens:
? O término da ocupação dos territórios árabes ocupados em 1967.
? A consecução dos direitos fundamentais do povo palestino e seu direito à autodeterminação, incluindo seu direito a fundar seu próprio Estado.
? O direito de todos os Estados da região de viverem em paz dentro de suas fronteiras, que são protegidas e garantidas mediante procedimentos a serem acordados que proporcionem a segurança apropriada as fronteiras internacionais em acréscimo às garantias internacionais adequadas.
? O compromisso da parte de todos os países da região de gerir as relações entre eles de acordo com os objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas . Particularmente os princípios concernentes ao não emprego da força e a solução de divergências mediante meios pacíficos. Fim do estado de beligerância em toda a região. Senhoras e senhores , a paz não é meramente a aprovação de um texto escrito. Significa, ao invés disso, reescrever a história. Paz não é um jogo que ela é invocada a fim de defender certos caprichos ou dissimular determinadas concessões. Paz é em sua essência uma luta acesa centra toda e qualquer ambição e capricho. Talvez o exemplo aprendido e vivido, extraído tanto da antiga como da moderna história da civilização , nos demonstre que mísseis, navios de guerra e armas nucleares não podem instituir a segurança . Em vez disso, eles destroem o que a paz e a segurança constroem.
Em benefício de nossos povos e em nome da civilização desenvolvida pelo homem , temos que defender esse mesmo homem em toda a parte contra o regime imposto pelas armas, para que assim possamos dotar as normas humanas de governo de todo o poder representado pelos valores e princípios que favoreçam à sublime posição do ser humano. Permitam-me endereçar, desta tribuna , meu apelo ao povo de Israel. Faço penhor de minhas palavras , verdadeiras e sinceras , a cada homem, mulher e criança de Israel . E digo-lhes que , da parte do meu povo , que louva esta sagrada missão , ora lhes entrego esta mensagem de paz do povo do Egito , que não abriga fanatismos , para que nossos filhos , muçulmanos , cristão e judeus, possam conviver juntos no clima de cordialidade , amor e tolerância. Este é o Egito , cujo povo me incumbiu de transmitir sua sagrada mensagem. Uma mensagem de confiança , segurança e paz para todos os homens , mulheres e crianças de Israel , repito , a fim de encorajar seus líderes a se empenharem em favor da paz . Que todos os esforços se encaminhem para a construção de uma cidadela da paz em vez da fabricação de mísseis destruidores. Que se apresente ao mundo inteiro a imagem do novo homem desta região, para que assim ele se torne um exemplo
para o homem de nosso tempo, o pacifista de todas as partes . Que repiquem os sinos para seus filhos . Digam-lhes que aquelas guerras foram as derradeiras e o fim das lamentações . Digam-lhes que nós estamos ingressando em um novo limiar, numa vida nova , uma vida de amor, prosperidade , liberdade e paz.
Que você , mãe de família sofrida ou viúva , que você , o menino que perdeu o pai ou um irmão , todos vítimas de guerra, deixem ecoar no ar amplos cânticos de paz , fazendo seu íntimo e seu coração aspirarem à paz. Façam da esperança uma profissão de fé e empenho. A vontade das pessoas é parte integrada da vontade de Deus . Senhoras e senhores, antes de vir a esta casa , orei , com todo o sentimento e ao compasso das batidas de meu coração , ao Todo-Poderoso. Enquanto fazia as minhas preces na Mesquita de Al-Aqsa e quando visitei o Santo Sepulcro , roguei a Deus me desse foças e confirmasse a minha crença de que esta visita viesse a concretizar o objetivo que antevejo de um presente feliz e de um futuro mais venturoso.
Decidi pôr de lado todos os precedentes e tradições cultivadas pelos países em guerra. A despeito do fato de ainda persistir a ocupação de territórios árabes, a declaração de minha iniciativa de vir a Israel constituiu uma grande surpresa que agitou muitos sentimentos e deixou confusos muitos espíritos . Alguns deles chegaram mesmo a duvidar de minhas intenções. Apesar de tudo isso, essa decisão foi inteiramente inspirada por uma fé clara e pura e motivada pelos legítimos sentimentos emanados da vontade e das intenções do meu povo . Por isso vim a escolher este rumo, considerado por muitos como o mais difícil . Optei por vir ao seu encontro com o coração e o espírito aberto. Decidi dar este grande impulso aos esforços mundiais no caminho da paz . Escolhi apresentar -me perante os senhores em sua própria casa , para lhes expor a realidade sem esquemas prévios ou artifícios . Não para realizar uma manobra ou ganhar um combate , mas sim para vencermos ,
juntos , a mais arriscada das pugnas travadas na história moderna , a batalha da paz permanente fundada na justiça. Esta batalha não é só minha , nem tampouco pertence apenas à liderança de Israel. É a batalha de todo e qualquer cidadão dos nossos territórios , cujo direito legítimo é o de viver me paz . Trata-se de um compromisso de consciência e responsabilidade, firmado no coração de milhões de pessoas . Quando propus esta iniciativa muitos me perguntavam oque eu imaginava ser possível alcançar durante esta visita e quais as minhas esperanças a seu respeito. Com
reposta a essas perguntas declaro agora , em sua presença , que ao tomar esta iniciativa eu não tinha em mente resultados preconcebidos para a presente visita. Vim aqui para transmitir uma mensagem. Proferi a mensagem e invoco Deus
como minha testemunha . Repito com Zacarias: amor, retidão e justiça do sagrado Alcorão cito os seguintes versículos: “ Nós cremos em Deus e no que nos foi revelado e a abraão, Ismael, Isaac, Jacó e às treze tribos judaicas. E nos livros sagrados confiados a Moisés e Jesus e aos profetas pelo Senhor, que não fazia nenhum distinção entre eles” . Assim sendo, Salam Aleikum ?
E Quanto a Ismael, também te tenho ouvido: Eis que o tenho abençoado, fá-lo-ei frutificar e multiplicá-lo-ei grandicimamente; Doze Principes gerará, e dele farei uma grande nação. (Gn. 17.20)
Leia também Gn. 21, 14 a 21.
Comprovações Cientificas
A volta de Cristo O Arrebatamento da Igreja Para Todos Para Judeus Para Mulçumanos Curço de Profecias
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